quarta-feira, fevereiro 21, 2024
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Centrais festejam 1º de Maio e cobram saída de Campos Neto: “Juros estão sabotando o país”

“Temos que tirar esse picareta do Campos Neto, que está sabotando o crescimento do país com uma taxa de juros de 13,75%”

Em comemoração ao 1º de Maio, Dia do Trabalhador, as Centrais Sindicais realizaram um ato no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, reunindo milhares de trabalhadores e dirigentes sindicais, na manhã desta segunda-feira.

A atividade contou com a presença do presidente Lula, que oficializou o aumento do salário mínimo para R$ 1.320, condenou as altas taxas de juros do Banco Central e anunciou o plano do governo para a retomada da geração de empregos. Lula também convocou os trabalhadores a serem “soldados contra as fake news”.

As Centrais destacaram a necessidade da retomada do crescimento econômico com a queda da taxa Selic, hoje em 13,75%. Nas intervenções, os sindicalistas falaram da importância da vitória de Lula nas últimas eleições e da retomada do avanço das políticas para os trabalhadores, como a valorização do salário mínimo e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, medida também anunciada pelo governo neste Dia do Trabalhador.

 

Os dirigentes denunciaram o atual patamar da taxa básica de juros mantida pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, como principal entrave para o desenvolvimento econômico do país. O ato ocorreu na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta terça-feira (2).

Para Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “é verdade que um passo importante foi dado. A vitória eleitoral do presidente Lula reforçou os ares da democracia, da soberania e dos direitos”. Mas, afirma o dirigente, “a gente amarga a triste infelicidade – e infelicidade porque ninguém daqui deu um voto a Roberto Campos Neto, ninguém votou no presidente do Banco Central – de o presidente do BC se dar ao direito de impor uma taxa de juros de 13, 75%. É a maior taxa de juros aplicada no mundo”.

 

“E qual a consequência disso? Quem veio hoje para o 1º de Maio carrega consigo um sentimento de tristeza porque não há no centro de São Paulo uma rua, uma avenida, que não haja alguém pedindo um prato de comida. Nós precisamos nos rebelar e o presidente Lula está indicando o caminho. Ele disse também que nós vamos precisar pressionar, porque não vamos recuperar a política de salário mínimo agora, mas vamos brigar para que a política de salário mínimo garanta, em 2024, a variação do PIB, a inflação e um fator de correção. Sabemos, presidente Lula, que o salário de R$ 1.320 ainda está muito distante do salário mínimo ideal calculado em fevereiro, de R$ 6.400. E em São Paulo o custo da cesta básica consome 60% do salário mínimo. Sobra R$ 500. Não paga mais o aluguel, não compra o botijão de gás”, afirmou Adilson.

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