Professores da Bahia são contra a volta irresponsável do ensino presencial

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Escolas sem estrutura, profissionais e estudantes ainda não imunizados, hospitais lotados, pouca importância para a opinião e para a experiência dos professores. Esses são apenas alguns dos motivos que fazem com que os professores sejam contra a volta às aulas presenciais.

Por meio de Decretos, prefeituras autorizam a realização de atividades letivas presenciais com 50% da capacidade de cada sala de aula, nas unidades de ensino públicas e privadas. Vítória da Conquista é uma delas. O número de alunos na sala dependeria da lotação dos leitos de UTI – se tivermos até 90% dos leitos ocupados, estudantes, professores, outros profissionais e todas essas famílias podem ser expostos ao risco de contaminação.

Os professores sabem que, apesar de ser a única alternativa segura do ponto de vista da preservação da vida, o ensino remoto está longe de ser o ideal. “Os profissionais de educação tem trabalhado muito mais, três vezes mais, no formato remoto do que em modo presencial. Não foram treinados, não receberam qualquer contrapartida do governo para arcar com custos de equipamento, energia, internet, nada. Alguns até tiveram os salários reduzidos. Para nós, professores, estar em sala de aula presencial seria o melhor cenário. Mas, entendemos que não podemos arriscar vidas. Um atraso na aprendizagem se recupera. Um parente morto, uma vida perdida, não”, analisa o sindicato da categoria.

Como foi estabelecido o total de até 90% de ocupação dos leitos de UTI como situação segura para o retorno? – Como chegamos ao ponto de achar aceitável quem, com apenas 10% das vagas de UTI disponíveis, podemos aglomerar nossas crianças, expondo-as ao risco de um vírus mortal? Ainda que as crianças adoeçam e morram menos – isso se não considerarmos as novas variantes do vírus – elas ainda podem ser contaminadas e disseminar a doença entre os familiares. Sabendo que a vacinação no Brasil segue em ritmo vergonhoso, por culpa do governo genocida que vergonhosamente temos, qual é o plano da Smed e da Prefeitura no provável caso de aumento de infectados entre os parentes dos alunos? Perguntam, os profissionais.

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