A cada 100 pessoas que estão morrendo pela Covid-19, 80 não tomou a vacina

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Agora mesmo, quando surgiu a variante ômicron, colocando em alerta o mundo todo, Bolsonaro resiste a implantar o passaporte vacinal, como preconizam os especialistas, para proteger a população brasileira

Reportagem de Wanderley Preite Sobrinho, publicada no UOL deste domingo (5), mostra que 80% das mortes por Covid-19 ocorridas no Brasil entre março e novembro atingiram pessoas não vacinados. Os dados foram obtidos pela Info Tracker, plataforma de dados da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista.

Estes números mostram a justeza da campanha de vacinação encabeçadas por autoridades sanitárias e governos estaduais, além de desmoralizar de vez as posições negacionistas e retrógradas, lideradas por Jair Bolsonaro, que fez de tudo – e continua fazendo – para sabotar a vacinação da população brasileira.

Agora mesmo, quando surgiu a variante ômicron na Europa e na África, colocando em alerta o mundo todo para uma possível nova onda de infecções e mortes, o governo Bolsonaro resiste a implantar o passaporte vacinal para proteger a população brasileira, como preconizam todos os especialistas e a própria Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Entre 1º março e 15 de novembro deste ano, 306.050 pessoas morreram de Covid no Brasil. Em 79,7% dos casos (243 mil), as vítimas não haviam tomado nenhuma dose da vacina. O número despenca para 32 mil (10,7%) entre aqueles que morreram após completar o ciclo vacinal e para 29 mil (9,7%) entre os que tomaram apenas uma dose.

A quantidade de pessoas internadas depois de contrair Covid segue proporção parecida: dos 981 mil internados, 802 mil (81,7%) não haviam tomado nenhuma dose da vacina, enquanto foram apenas 93 mil internações (9,6%) entre quem recebeu as duas doses ou a dose única do imunizante. Os internados após uma dose da vacina somaram 85 mil (8,7%).

Neste final de semana o Instituto Butantan informou que foram publicados os resultados finais do estudo feito em Serrana, no interior de São Paulo, para avaliar a eficácia da CoronaVac. A eficácia da vacina desenvolvida pelo Butantan em parceria com a chinesa Sinovac obteve uma eficácia de 94,9% contra mortes e 80,5% contra as internações. em pessoas com mais de 60 anos este índice de eficácia é ainda maior, 96,9% de proteção.

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