Governo Bolsonaro pede socorro aos médicos cubanos e eles serão recontratados pelo Mais Médicos

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Fortaleza, CE, Brasil, 14-11-2013: Treinamento do Programa Mais Médicos, na Escola de Saúde Pública do Ceará. (Foto: Edimar Soares/O POVO)

O secretário-executivo do ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que o governo vai recontratar médicos cubanos para atuarem na cobertura do coronavírus. “Vamos chamar todos os médicos cubanos que estavam trabalhando no programa (Mais Médicos). Vamos chamar estudantes de medicina”, disse ele à GloboNews. O Brasil registra pelo menos 200 casos de coronavírus confirmados pela pasta, com 1.913 casos suspeitos e 1.486 casos descartados. Em nível mundial, são pelo menos 153.517 infecções em 144 países.

O ministério lançou um edital com 5.811 vagas para atuarem nos postos de saúde. De acordo com o ministério, os profissionais serão distribuídos em 1.864 municípios de todo o país, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Em novembro de 2018, o ministério da Saúde cubano anunciou que deixaria o Mais Médicos em protesto contra Jair Bolsonaro.

“O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao acordo desta com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma de se contratar individualmente”, dizia o texto do Ministério da Saúde cubano.

Depois de eleito, Bolsonaro afirmou que sempre foi contra o programa Mais Médicos. “Primeiro por uma questão humanitária, 70% [do dinheiro] ficam com o governo deles, e não temos a menor comprovação de que eles realmente sabem o que estão fazendo. É trabalho escravo e eu não vou convidar pra ficar”, continuou. “É trabalho escravo e eu não vou convidar para ficar”, afirmou Bolsonaro depois, em coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Naquele ano, Bolsonaro recuou e disse que manteria o programa. 

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