Sociedade civil convoca a Conferência Nacional Popular, Democrática e Autônoma por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

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A fome mata 15 pessoas por dia no Brasil. Quase 6 delas morrem no Nordeste. Uma realidade complexa que exige de nós uma ação articulada.

Quem nunca encontrou pessoas com a cara da fome pedindo moedas nas ruas da cidade onde vive? E quem mora na zona rural e não conhece família chefiada por mulher com uma penca de filhos sem comida suficiente para os 30 dias do mês?

Mesmo que a gente ande distraído por aí, essa realidade grita sob nossos olhos. E é responsável pela morte de 15 por DIA no Brasil por desnutrição. Ou seja: fome!

Destes 15 óbitos, 5,55 pessoas (adultos ou crianças) morrem no Nordeste, onde a fome assusta (e mata) milhares de famílias.

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde (Sisvan) identificou, em 2018, 207 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave no Brasil.

A mais recente pesquisa de Segurança Alimentar do IBGE, de 2013, apontava que uma a cada cinco famílias brasileiras tinha restrições alimentares ou preocupação com a possibilidade de não ter dinheiro para pagar comida.

Diante deste cenário, a sociedade civil organizada realiza em agosto que vem a Conferência Nacional Popular, Democrática e Autônoma por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, em São Luis, Maranhão.
Construída como uma resposta ao desmantelamento pelo Governo Federal do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – com a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e desarticulação da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) – a Conferência pretende “impulsionar um processo de articulação, troca de saberes e mobilização da sociedade civil que contribua para incluir, entre as bandeiras unificadoras da luta pela democracia, a erradicação da fome, a promoção de sistemas alimentares sustentáveis, o direito humano à alimentação adequada e saudável (DHAA), a soberania e a segurança alimentar e nutricional”.

Este mês, um documento convocatório da Conferência circula na internet com assinatura de 20 atores da sociedade civil, a maioria com atuação nacional, como o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), a ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) e a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

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