ASA 20 anos: SAJUCom visita no interior de sobradinho/BA, a cisterna de número 1 construída pelo P1MC

0
175

No mês em que a Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA completou 20 anos de existência, a reportagem do Grupo de Comunicação do SAJUC – SAJUCom foi atrás da primeira construção feita para captação de água de chuva para consumo humano. Trata-se da Cisterna de “n° 1” do Programa 1 Milhão de Cisternas no Semiárido Brasileiro – P1MC, uma das tecnologias implementadas pela entidade ao longo dessas duas décadas.

A cisterna que deu o pontapé ao P1MC está localizada na comunidade de Lagoa Grande, no interior do município de Sobradinho, no Estado da Bahia. Os beneficiários, dona Josefa e seu Manoel Freire ainda moram na mesma casa e conservam a cisterna como se fosse nova.

História

Dona Josefa, hoje com 76 anos, lembra com muito carinho de como tudo aconteceu. “Lembro que o agente da CPT (Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Juazeiro/BA), Antonio Tarcísio, chegou aqui com a proposta de construir essa cisterna. No dia de 23 de novembro do ano de 2000 o Ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho esteve na minha propriedade para inaugurar junto com o pessoal da ASA. Eu fico muito feliz em saber que tudo começou aqui no oitão da minha casa com a cisterna n° 01 e hoje está espalhado por este Brasil”. – Festeja, dona Josefa Freire.

A família de quatro pessoas, incluindo os filhos Valdemar e Valdelice é do município de Sento-Sé e vieram para Lagoa Grande em 1976 relocados pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF durante a construção da Barragem de Sobradinho. Nesse período, a comunidade não tinha nenhuma estrutura que garantisse o fornecimento de água. O Casal lembra que para se obter água para beber era preciso se deslocar diariamente até um riacho que fica a poucos quilômetros da comunidade onde residem. Quando o riacho secava, era preciso cavar cacimbas para se obter água e em algumas épocas de seca extrema, era preciso pegar água no rio São Francisco usando carroças puxadas por animais a mais de 10 quilômetros.

A tecnologia

Com a função de assegurar água de qualidade para as famílias rurais do semiárido, as cisternas caseiras com capacidade para 16 mil litros, armazenam água suficiente para uma família de até 08 pessoas suprir suas necessidades humanas durante o ano inteiro. Atualmente na propriedade familiar de dona Josefa e seu Manoel Freire existem outras fontes de água. Eles possuem uma cisterna calçadão também construída pela ASA, com capacidade de 50 mil litros para regar algumas hortaliças e matar a sede dos animais de pequeno porte e conta ainda com água encanada direto do Rio São Francisco.

Dona Josefa Freire deixa uma mensagem para todos que compõem a ASA. “Eu desejo muita felicidade para todos e todas que fazem parte da ASA. Peço a Deus que os ajude para que eles continuem trazendo coisas boas pra nós que vivemos na zona rural e que necessitamos muito de ajuda. Parabéns e que venha mais 20 anos!” – Conclui, dona Josefa.

Reportagem e fotos: Juvenal Lemos – DRT/BA 5629
Edição: SAJUCom

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here