Pastoral da Mulher abre inscrições para a 1ª Edição do Café sem Preconceitos

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A Pastoral da Mulher – Rede Oblata em Juazeiro/BA – abre inscrições para a 1ª Edição do Café sem Preconceitos, que será realizado no dia 21 de março de 2019, às 8h30, na sede da instituição.

A finalidade do evento é envolver a sociedade em geral nas discussões sobre a realidade da prostituição, buscando medidas de enfrentamento dos problemas vividos pelas mulheres que estão nesse contexto. Do mesmo modo, oportunizar reflexões sobre as situações de violências, preconceitos e exclusões que se encontram presentes no mencionado cenário. Por essa razão, se faz necessário pensar sobre a conjuntura atual no que se refere à elaboração e efetivação de políticas públicas.

Palestrantes:

Paula Galrão: Doutora em Ciências Sociais pela UFBA, professora de sociologia da UNIVASF, desenvolve pesquisa voltada para as questões de gênero, raça e sexualidade no Vale do São Francisco.

Fernanda Lins: Assistente Social, especialista em Administração e Planejamento de Projetos Sociais e Coordenadora da Pastoral da Mulher – Rede Oblata

Recentemente, a Rede Oblata Brasil desenvolveu uma pesquisa sobre a violência contra a mulher que exerce a prostituição, com o intuito de construir perspectivas para o enfrentamento de situações de violência relacionadas a este público. A partir do contato, intervenção e aplicação da pesquisa nos espaços de prostituição, foi possível constatar cotidianamente relatos de violências sofridas pelas mulheres, sendo ocasionados tanto nos seus espaços domésticos, como nos espaços onde exercem a prostituição (bares, mercados públicos, posto de combustível, hotéis, ruas e etc.).

Assim, verificamos que muitas sofrem os mais variados tipos de violências, pelo fato de serem mulheres e prostitutas, sendo essas violências atravessadas pelo machismo, sexismo e desigualdade de gênero presentes na nossa sociedade.

Dessa forma, vislumbramos a necessidade de ampliação dos espaços de discussão e enfrentamento à violência, envolvendo organismos de políticas para as mulheres, ONGs movimentos de mulheres, conselhos de direitos das mulheres e outros conselhos de controle social, universidades, órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos, com vistas a ampliar a discussão sobre essa realidade.

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