Príncipe acena com disposição em ser vice na chapa de Jair Bolsonaro

0
36

O vice de Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, pode ser um membro da família real brasileira. O príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que não pertence à linha de sucessão principal ao extinto trono brasileiro, se mostrou à disposição para ser o segundo na chapa com o deputado federal.

Para o príncipe, os problemas que o Brasil enfrenta precisam ser resolvidos dentro do Estado. Por essa razão, ele se acenou com a possibilidade de ser vice de Bolsonaro. “Não há outro caminho para mudanças senão se disponibilizar para servir ao Brasil, se assim desejarem os brasileiros”, afirmou, em nota, nesta quinta-feira (26/7).

Filiado ao PSL, Luiz Philippe pode estancar a crise que o partido vem enfrentando para escolher o vice de Bolsonaro. Vários nomes já foram cogitados, como: o senador Magno Malta (PR-ES), o general da reserva Augusto Heleno (PRP), o general Mourão (PRTB), a advogada Janaína Paschoal, e o astronauta Marcos Pontes.

Sem conseguir atrair apoio de outros partidos, a tendência é que o PSL lance uma chapa pura. Por isso, Luiz Philippe vem sendo cotado. O integrante da família real é empresário, mas, desde 2014, vem se dedicando ao ativismo político.

Em comunicado, ele ressalta que nestes últimos quatro anos realizou palestras por todo o país para “ampliar consciência” dos problemas do país. Luiz Philippe enfatizou que, em 2017, fez uma relatoria de análises sobre a organização e mecanismos que faltam no sistema político e econômico do país.

Dessa análise, ele destaca ter iniciado a formulação de uma nova Constituição. “Em paralelo à esse ativismo de consciência, estou liderando um grupo na elaboração de uma nova Constituição para o Brasil dentro de pilares alinhados com esses pareceres”, destacou.

O aceno do príncipe é uma tentativa de se firmar como vice. Na quarta-feira (25/7), ele declarou nas redes sociais que não houve qualquer convite para ser vice. Afirmou que a primeira opção do PSL era o general Heleno.

Adotou um tom político, ressaltando que, para a escolha do cargo, fatores eleitorais são “predominantes”. “Nesse quesito, imagino certa complexidade de acomodação em torno de meu nome”, frisou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here