Centrais sindicais realizam greve geral contra reformas econômicas de Macri

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A Confederação Geral do Trabalho (Confederación General del Trabajo – CGT) da Argentina realiza nesta 2ª feira (25.jun) uma greve geral de 24 horas no país contra a política econômica de Mauricio Macri. A paralisação é apoiada por outras centrais sindicais, como a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), e movimentos sociais diversos.

A CGT é responsável pela maior parte do setor de transportes na Argentina. O transporte público está paralisado nas cidades, bem como as atividades nos portos. Voos de todas as companhias nacionais também foram cancelados.

Esta é a 3ª greve geral com esta motivação em 2 anos e meio de mandato do presidente.

A pauta principal dos protestos é o reajuste dos salários. Mas as críticas se estendem às elevadas taxas de juros, à liquidação das reservas do país, ao aumento das tarifas públicas, ao aperto salarial e ao desemprego, que chegou a 9,1% no 1º do ano. O banco central argentino estima inflação de 27% no ano.

Além disso, manifestantes protestam contra o pedido de empréstimo do governo ao FMI (Fundo Monetário Internacional) em maio, para compensar a desvalorização do peso (moeda argentina) e as altas na taxa de juro. O FMI deu US$ 50 bilhões à Argentina como 1 crédito com vigência de 3 anos –o maior já concedido pelo órgão internacional. No acordo, a Argentina se compromete a diminuir o deficit fiscal a zero até 2020.

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