Formação continuada é desafio para os Conselhos Municipais de Cultura

0
461

 

 

Compartilhar experiências e investir na formação continuada de conselheiros e conselheiras de cultura. Esses são dois desafios a serem vencidos pelos agentes culturais que participaram do III Fórum de Conselhos Municipais de Cultura, evento organizado pelo Conselho Estadual de Cultura entre os dias 09 e 10 de agosto, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana. A reunião integrou a programação do III Encontro de Políticas e Gestão da Cultura, iniciativa da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA).

Cerca de 30 integrantes de Conselhos Municipais de Cultura de diferentes regiões da Bahia participaram do encontro no segundo dia, quando puderam ser discutidas alternativas para aprimorar o trabalho dos órgãos. À frente da mediação do debate estava a conselheira estadual de cultura Ana Vaneska, em parceria com outros integrantes do Conselho Estadual de Cultura, como o presidente e o vice-presidente, Márcio Ângelo Ribeiro e Emílio Tapioca, respectivamente.

O passo inicial para o diálogo foi levantar demandas apresentadas nas duas edições anteriores do evento, em 2013 e 2014. Há dois anos, por exemplo, foi apontada a necessidade de buscar estratégias de manutenção do Fórum de Conselhos, entidade que precisa ter canais de comunicação facilitadores na troca de informações entre Conselhos Municipais de Cultura e o Conselho Estadual de Cultura.

Para contribuir no avanço dessa pauta, houve uma coleta de dados dos que estavam presentes na reunião. A meta é criar, a partir dessas informações,  um processo de comunicação integrada entre conselheiros e conselheiras. Um modelo de trabalho desse tipo foi apresentado no evento pelo conselheiro de cultura Pawlo Cidade, que ministrou a palestra “O papel do conselheiro municipal de cultura”. Ele é responsável pela criação do blog Conselhos Municipais de Cultura da Bahia, tido como instrumento que caminha na lógica do compartilhamento de informações.

CAPACITAR – Outro desafio citado nos fóruns anteriores é a importância de capacitar os integrantes de Conselhos Municipais de Cultura. Porém, não apenas a formação técnica necessária à compreensão dos Sistemas Municipais de Cultura, e sim, um programa que tenha como alicerce o aprimoramento continuado e que envolva o fomento de valores na sociedade contemporânea.

“É preciso encarar o fato de que, dentro dos conselhos, ainda existem membros com posicionamentos machistas, racistas e homofóbicos. Por isso, o processo de capacitação deve ir além do óbvio e abordar aspectos cruciais à formação dos sujeitos”, completou Ana Vaneska.

Para a conselheira Ivanilde Ferreira, que representa a Secretaria Estadual de Educação no Conselho Estadual de Cultura, a formação de um memorial de experiências é crucial na avaliação e elaboração de estratégias na implantação das políticas públicas de cultura. Por isso, é fundamental ter espaços de comunicação que permitam a troca entre agentes culturais atuantes em diferentes regiões da Bahia. “O passado, através da memória, é o melhor guia às realizações futuras”, aconselhou.

PRÓXIMO – No evento, foi iniciado também o diálogo a respeito das demandas que devem ser estruturadas para a realização do IV Fórum de Conselhos Municipais de Cultura. A ideia é que os integrantes se articulem para que reuniões sejam viabilizadas ao longo do ano. “Nesse processo, é importante termos representatividade do maior número possível de territórios”, assinalou Ana.

O presidente do Conselho Estadual de Cultura, Márcio Ângelo Ribeiro, aproveitou a ocasião para apontar a importância de se buscar meios de fortalecer o Fórum de Conselhos. “A gestão da Cultura precisa ser participativa, com ação efetiva da sociedade civil. Fortalecer essa instância de debate é ampliar as chances de termos políticas públicas eficazes nesse setor”, finalizou.

 

Crédito das fotos: Ascom CEC / Mariana Campos

Conselho Estadual de Cultura da Bahia – Assessoria de Comunicação

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here