Justiça americana aperta o cerco contra funcionários da FIFA acusados de corrupção

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Por Eliene do Valle- Direto da Alemanha.

No mundo do futebol a bola rola em campo. Existem regras, cartões, apitos e até um juiz para fazer valer as leis. Mas fora do gramado verde e sob os holofotes da FIFA o que rola mesmo é uma história de corrupção.

Fifa

Há exatos 6 meses, em uma conferência com a imprensa, a Ministra da justiça Americana, Loretta Lynch chamava a atenção para casos de corrupção da FIFA – Federação Internacional de Futebol.  Em seu pronunciamento á imprensa, Lynch destacou “que certos atos ilícitos já vinham acontecendo na FIFA desde 24 anos. Os dirigentes da Fifa corromperam o mundo do futebol, utilizando sua marca para enriquecer agindo em seus próprios interesses. Isso aconteceu a cada ano e a cada turnê”. E declarou que “iria lutar duramente para acabar com a corrupção no mundo do Futebol”. Dentro dos chamados “atos ilícitos”, constam lavagem de dinheiro, extorsão e fraude.

O que a mídia vem noticiando sobre este assunto, desde então, mostra que a ministra da Justiça americana, vem desempenhando aquilo que anunciou. Ela determinou uma série de processos, trancamento de contas em bancos na Suíça  e prisões de pessoas do alto escalão da Federação. Entre eles, Jeffrey Webb  das Ilhas Caimmans, Eduardo Li- Costa Rica, Júlio Rocha- Nicarágua,  Costas Takkas- Inglaterra, Eugênio Figueredo- Uruguay,  Rafael Esquivel- Venezuela e  José Maria Marin do Brasil. Joseph Blatter e Michel Platini também foram apontados como corruptos. Eles sofreram suspensão de todas as atividades relacionadas a Federação Internacional de Futebol.

Na última quinta- feira, 03 de dezembro, houve mais duas prisões na Suíça de funcionários da Fifa, decretadas pelo Governo Americano.  Juan Angel Napout, presidente da Conmebol (Confederacão Sul-Americana de Futebol) e Hawit Banegas, chefe da Concacaf (Confederação Norte e Central americana de Futebol) são acusados de ter recebido Milhões em dinheiro originados de extorsões nos processos de direitos de comercialização em turnês na América Latina e nos  jogos para a classificação para a Copa do Mundo.

Na noite de ontem (03.12), o Ministério da justiça dos Estados Unidos abriu inquérito contra mais 14 funcionários da FIFA. Entre eles se encontram Marco Polo del Nero, presidente da CBF  e Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol.